ABA na escola

Quando falamos de desenvolvimento infantil, a segunda casa da criança é a escola. E na mesma linha de raciocínio da aplicação de estratégias da ABA em casa, a escola também é o melhor ambiente para continuidade da estimulação que é feita no contexto de “terapia ABA”. Claro que o sucesso da intervenção no ambiente escolar depende da parceria forte e equilibrada com os profissionais – professores, coordenadores, auxiliares de sala, monitores e até mesmo funcionários da limpeza, da cozinha, etc. Quanto mais pessoas capacitadas para lidar com o indivíduo com TEA de forma a garantir o máximo de momentos de estimulação adequada, mais ele será beneficiado com contextos de vida enriquecedores para seu desenvolvimento.

Essa parceria precisa ser amadurecida e cuidada, respeitando as necessidades da criança e dos pais, de um lado, e as necessidades, possibilidades e demandas da escola, de outro. Cabe também ao analista do comportamento garantir o máximo de sucesso nessa parceria. Entendeu porque é tão importante conhecer profundamente o que é ABA e escolher um profissional analista do comportamento capacitado?

A parceria com a escola é, às vezes, um processo lento, que exige, especialmente dos pais, muita paciência e crédito para as pequenas conquistas do dia a dia. Essa lentidão não é algo planejado pela equipe da escola. Precisamos entender que a escola é uma organização com estrutura e dinâmica já, muitas vezes, enraizadas há anos. Todo processo de mudança é lento. Em qualquer contexto e para qualquer coisa. O bom disso é saber que, quando a mudança começa, escola, pais e profissionais também passam a apostar mais nas capacidades uns dos outros. E o maior beneficiado com isso (ainda que demore um pouco) é o indivíduo com TEA.

Não se preocupe, esse assunto está longe de ser esgotado com o que acabei de colocar. Falaremos muito sobre isso em publicações especiais…